[Resenha] Um Dia Existimos

Um Dia Existimos
Título Original: Once We Were (The Hybrid Chronicles #2)
Autor(a): Kat Zhang 
Editora: Galera Record         Páginas: 304
Lançamento: 2015               ISBN: 9788501098375
||Compre||     ||Skoob||  ||Goodreads||
Uma trama distópica, passada num futuro onde híbridos — pessoas com duas almas habitando o mesmo corpo — são uma possibilidade. Considerados instáveis e perigosos, os híbridos foram perseguidos e eliminados das Américas. As fugitivas irmãs Addie e Eva encontram abrigo com um grupo de híbridos que coordenam um movimento de resistência. Apesar dos conflitos envolvidos em dividir um corpo, ambas estão animadas para se juntar à revolução. Com o envolvimento, entretanto, surgem as dúvidas: até que ponto Addie e Eva estão dispostas a usar da violência em nome dessa causa?

Um Dias Existimos de Kat Zhang, publicado no Brasil pela Galera Record, é o segundo volume de As Crônicas Hibridas, série que teve início com O Que Restou de Mim.

Esta série distópica apresenta um mundo onde os humanos nascem com duas almas no mesmo corpo, contudo ao atingir certa idade uma alma prevalece e a outra desvanece, o que permite ao individuo ser como nós somos. Só que para toda regra há uma exceção, e neste caso chamamos isso de hibridismo. O que seria? Algumas vezes uma das almas não vai embora e num mesmo corpo irão habitar duas pessoas totalmente diferentes, como é o caso de Addie e Eva.

Aos olhos do governo isso é uma contravenção, algo para ser dizimado. Usando da prerrogativa que o hibridismo é uma doença e precisa ser “curado”, as pessoas que estão" “doentes” são levadas contra a vontade para instituições médicas e lá passam por cirurgias que em 99,99% dos casos resulta em morte.

Quando Addie e Eva foram descobertas acabaram sendo presas, contudo tiveram a sorte de conhecer membros de uma força rebelde que lutava pelos híbridos. Elas fugiram e agora neste segundo livro vamos acompanhar como estão lidando com este recomeço.

A narração, assim como no livro anterior, permanece na voz de Eva que é a alma recessiva e nos relata como é ser sempre deixada em segundo plano. Eu sinceramente não concordo muito com isso, pois desde que a conheci tenho a impressão que ela domina muito mais espaço que Addie. Eu nunca gostei de Eva, sempre a vi como aquele tipo de pessoa que se faz de vítima para conseguir o que quer e explorar os outros. Ela, na minha opinião, é egoísta e engana Addie, que por sentir culpa de ser a alma dominante sempre cede. Desde o livro anterior eu torço pelo desvanecimento de Eva, mas depois de fechar este segundo volume acredito que ambas vão continuar existindo e nem imagino como deve ser estranho uma existência assim.

Eu adoro Addie. Ela é gentil, delicada e inteligente. Onde a irmã age por impulso, ela age com razão. É uma pena ser tão boa e ceder aos caprichos de Eva, mas assim como no livro anterior que começou quietinha e foi evoluindo ao ponto de fazer a diferença no final, aqui ela mais uma vez foi essencial para evitar catástrofes e ganhou mais uma vez minha admiração. Addie é a estrela da série.

No entanto, o que impressiona aqui não são os personagens e suas atitudes, embora sejam importantes, o que chama atenção e acho genial é a ideia do hibridismo. É surreal uma realidade dessas. Duas almas em um corpo? Ousado e um pouco aterrorizante. Eu ainda senti falta de maiores explicações sobre como a humanidade ficou assim e torço para que no último livro Zhang traga estas respostas.

O primeiro livro nos inseriu neste mundo e este segundo é pura ação e estratégia para derrotar o governo, mas nem tudo é fácil e dentro da facção rebelde surgem divergências entre os membros.   Quem está certo? Aqueles que planejam e agem com calma ou  aqueles que querem ação imediata e explosiva? Todo o tempo desconfiei que algo não estava sendo dito e que as irmãs Addie e Eva estavam sendo enganadas.

Em meio a todos estes desafios, ambas ainda precisam lidar com seus respectivos romances. É puro malabarismo e concessão, já que cada uma gosta de um garoto diferente e não os mesmos que habitam um só corpo.

As Crônicas Hibridas podem até apresentar uma realidade que não acredito ser possível, nem mesmo em um futuro distante, mas neste contexto aborda algo pelo qual a humanidade sempre lutou: liberdade.

A eliminação dos híbridos sempre me lembra o nazismo e eu torço para que no final todos possam viver juntos sem a necessidade de “curar” quem possui duas almas. Não acredito que os híbridos sejam ruins, apenas são diferentes da maioria, mas isso nem de longe pode ser considerado um defeito.

Um Dia Existimos é bem mais eletrizante que seu antecessor e vi aqui um evolução significativa da série, estou ansiosa para conferir Echoes of Us.

Nota: Já deram uma olhada nestas capas? Acho fabulosas, pois retratam perfeitamente o hibridismo. Vejam que temos mais de uma pessoa na imagem.

As Crônicas Hibridas



2leep.com

15 comentários:

  1. essa trama distopica não me chamou muita a atenção, de cara me lembrou muito a hospedeira em alguns pontos
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Olá!! Já tinha ouvido falar desse livro mas não sabia que era uma série, confesso que não faz muito o genero que gosto,mas quem sabe mais pra frente eu dê uma lida^^


    PS:Se você não tivesse falado sobre as capas terem 2 rostos eu nunca teria reparado hahahah Sou tão desligada pra essas coisas
    Adorei a reseha<3
    Beijos
    http://resenhaatual.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. Oi Cida, tudo bem?
    Reparei nas capas com o seu comentário sobre elas, e realmente são lindas!
    Essa questão de duas almas em um corpo me lembrou muito A Hospedeira, da Stephenie Meyer. Já leu? Estou na metade (mas parei) e gostei do que li até agora.
    Feliz Ano Novo pra você, desejo um 2016 cheio de alegrias. =)
    Beijos,

    Priscilla
    http://infinitasvidas.wordpress.com

    ResponderExcluir
  4. Oi, oi!

    Se fosse pra comprar o livro pela capa, com certeza eu levaria, mas... Não gosto nem um pouco de histórias distópicas. Me dá um soninho. Eu até tento ler, mas, simplesmente não bate comigo.

    Tentei ler "Divergente" e simplesmente não foi.

    Achei interessante a história, mas, não seria um livro que eu leria/compraria.

    Bjs!

    ResponderExcluir
  5. Que estória legal! E essas capas? Perfeitas demais! Fiquei mega curiosa e morta de vontade de ler. Já vou até pesquisar os preços dos livros.

    Bjs.

    http://ciadoleitor.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  6. Cida!
    As capas são realmente lindas.
    Achei interessante toda premissa, desde o primeiro livro.
    Como pode duas 'almas' viverem dentro de um mesmo corpo? E como são as vidas dessas irmãs tendo que 'ocultar' de certa forma o hibridismo?
    Estou bem intrigada por ser uma distopia tão diferenciada.
    “Desejo de um feliz ano novo todos nós temos, mas fazer o ano novo realmente feliz depende da atitude de cada um de nós.” (João Luis Mastrângelo)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participem do nosso Top Comentarista de Dezembro, serão 6 livros e 3 ganhadores!

    ResponderExcluir
  7. As capas realmente estão fabulosas, não recordo de ter visto esse livro e se não fosse por sua resenha, não daria nada pelo livro. Sensacional!

    ResponderExcluir
  8. Oi, tudo bem?
    Achei incrível e fiquei afim de ler!


    @saymybook
    saymybook.blogspot.com

    ResponderExcluir
  9. Oie!

    Não conhecia o livro ainda e fiquei surpresa com a temática diferenciada. Adoro distopias que inovam, nos apresentam uma história diferente e este parece ser o caso desta trilogia. Caramba, 2 almas num corpo é surreal e muito interessante! Além disso, o livro parece ser bem escrito e com personagens bons também. Acho que é o suficiente pra eu colocar na listinha de futuras aquisições/leituras. Fiquei muito afim de ler após sua resenha!

    Excelente dica, Cida. Beijo!
    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  10. Nunca tinha ouvido falar dessas crônicas, e gostei do mundo distópico bem diferente dos que já ouvi falar. Duas almas habitarem o mesmo corpo? Isso dá uma história e tanto... Vou ali colocar essa distopia na minha "listinha" de livros para ler ano que vem \o/

    ResponderExcluir
  11. Não conhecia esses livros ainda, achei a premissa super original, nunca tinha visto nada parecido com isso.

    Tomara que explique como se chegou a isso. Acho um pouco frustrante quando não explica a ideia, tipo foi no livro caixa de pássaros.

    Ah, quanto as capas, achei muito legais também, fazem muito sentido!

    ResponderExcluir
  12. Olá... lendo sua resenha me fez lembrar que o primeiro livro da trilogia está na minha lista, mas resolvi subir ele de posição, porque além de ser distopia eu sempre tive curiosidade para ler esse enredo, pelo segundo livro resenhado por você fiquei mais curiosa ainda e que saber de qual das almas irei gostar mais e como foi desenvolver uma história dessa plenitude duas almas em um só corpo deve ser muito louco e eu estou bem curiosa, então demorou para comprar.... adorei a sua resenha... xero!!!

    ResponderExcluir
  13. Oiiie
    Ouvi falar muito bem do livro e parece ser bem interessante, acho que leria se tivesse oportunidade e sua resenha ficou ótima

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  14. OI Cida, tudo bom?
    Eu lembro quando o primeiro livro foi lançado e fiquei pensando na ideia das almas. Realmente é um livro que nos faz pensar na própria liberdade e como uma realidade assim seria chocante e aterrorizante. Recentemente eu li Fragmentados e achei a premissa levemente parecida com essa série.
    Beijos,
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  15. Oi! Que livro interessante! Eu ainda não conhecia a série, mas me achei diferente e sai do "mais do mesmo" que vemos por aí... Já vou procurar para ler! Valeu pela dica e parabéns pela resenha impecável! Beijos.

    http://eicarolleia.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir

Obrigada por seu comentário.

Sua participação é muito importante.

Um grande beijo!