[Resenha] Me Abrace Mais Forte

Me Abrace Mais Forte
Título Original: Hold Me Closer: The Tiny Cooper Story
Autor(a): David Levithan  
Editora: Galera Record         Páginas: 224
Lançamento: 2015               ISBN: 9788501105820
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Do universo de Will & Will: Um nome, um destino, conheça a história de Tiny Cooper em um fabuloso musical Uma novela musical do universo de Will & Will – um nome, um destino, escrito em parceria com John Green e o primeiro livro juvenil com protagonista gay a figurar na lista do New York Times. Em Me abrace mais forte, o personagem Tiny Cooper, um dos mais carismáticos da trama, disponibiliza o roteiro do musical que acompanha sua trajetória: do berçário até o ensino médio. Com participação especial do fantasma de Oscar Wilde, o roteiro revela os detalhes da vida amorosa de Tiny, seu relacionamento com seus vários ex-namorados, a amizade com a babá lésbica, a relação com os pais e o encontro com o amigo Will Grayson. • Will & Will: Um nome, um destino já chegou a 19ª edição e vendeu mais de 150 mil exemplares. • Me abrace mais forte é um dos livros mais pedidos nas redes sociais da Galera

Will & Will, lançado em 2013 pela Galera Record, foi uma parceria bem acertada entre os escritores John Green e David Levithan e, embora os dois garotos de nome Will Grayson (WG) sejam os protagonistas, há um certo personagem que roubou a cena e acabou sendo o meu preferido de toda a história. Quem senão o grande e brilhante Tiny Cooper, melhor amigo de um WG e namorado do outro?

Não foi a primeira vez e, acredito que não será a última, que um personagem secundário me deixa com aquele desejo de ver um livro só dele. Quantas vezes eu fico querendo saber mais sobre ele, sobre certas partes de sua vida que ficaram nas entrelinhas por sua história não ser o foco da vez. Assim, quando vi a chegada de Me Abrace Mais Forte fiquei bem contente, era o momento de desvendar Tiny.

Eu confesso que a forma como a história foi apresentada me deixou surpresa, pois não é uma narrativa convencional e sim um espetáculo dividido em atos e com cenas repletas de diálogos e canções rimadas. Este espetáculo é abordado em W&W e fecha o livro, uma montagem que Tiny organizou para contar sua vida e agora é hora de “assisti-lo”, digamos assim.

É uma leitura ágil, em menos de duas horas conclui o livro, mas ainda que tenha conseguido saber mais sobre Tiny fiquei com aquela sensação de que sua história teria sido mais tocante e profunda se apresentada em forma de uma narrativa convencional, pois como foi feito não há espaço para detalhes e desenvolvimento de sentimentos e demais personagens. Ficou muito corrido. Eu também gostaria de saber como a vida dele e dos outros seguiu após o desfecho de W&W.

E falando de Tiny, o que notei foi que aquela imagem que fiz dele não era de todo real. Sim! Ele passava a impressão de ser cem por cento firme e brilhante, mas a verdade é que para chegar onde chegou enfrentou muitos desafios, sendo que o maior deles foi dizer em alto e bom som que era gay, e não necessariamente para o mundo, mas antes de tudo para si mesmo.

O espetáculo mostra Tiny desde o nascimento e como sempre foi grande  (em tamanho) e diferente. É bonito ver a relação que tinha com os pais e como os mesmos sempre estiveram ao seu lado dividindo com ele o que achavam importante em suas vidas e também aceitando o que Tiny considerava importante. É particularmente especial o momento que seu pai participa com ele de um desfile de mãe e filhas, marcando o momento que o garoto se revelou para a família e o pai demonstrou que o apoiaria sempre em suas escolhas.

Tiny ainda nos apresenta sua babá cheia de conselhos espertos, o melhor amigo e um desfile infindável de namorados. Eis aqui o segundo maior problema do garoto, encontrar alguém que o aceitasse como era. Engraçado como atribuía sua dificuldade em encontrar a alma gêmea a ser gay, grande e espalhafatoso, quando na verdade qualquer um de nós passa pelos mesmos problemas na busca pelo amor. Tiny, amigão! Achar a cara metade é um desafio que toda a humanidade compartilha. Quem aí nunca teve o coração partido?


Em suma Me Abrace Mais Forte é assim. A vida de Tiny contada de uma maneira diferente e chamativa, como ele mesmo adorava ser. 



2leep.com

13 comentários:

  1. Cida!
    Os livros do Leviathan trazem sempre essa pegada do mundo homossexual.
    E pelo jeito Tiny teve destaque no livro anterior que ele acabou resolvendo dar um livro exclusivo para ele.
    Como não li os livros anteriores dele, não posso opinar muito, mas até gostaria de ler.
    “Feliz Ano Novo, que este ano seja superado pelo velho em felicidades, amor, esperança, fé, paz e que o ano seguinte seja em dobro, tenha um feliz e prospero ano novo.” (Chium)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participem do nosso Top Comentarista de Dezembro, serão 6 livros e 3 ganhadores!

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  2. Oi Cida!
    Eu ainda não li Will & Will, gostaria de ler esse primeiro já que conta a história de um personagem do outro livro. Parece ser interessante!

    Beijos,
    Sora - Meu Jardim de Livros

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  3. Realmente, a estrutura narrativa é bem diferente, o que chama a atenção. É excelente quando os autores conseguem inovar dessa forma.
    Certamente conferiria a obra.

    Desbrava(dores) de livros - Participe do top comentarista de dezembro. Serão dois vencedores!

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  4. oi flor, por mais falta de oportunidade do que de vontade ainda não li nada do autor, mas acho incrivel ele desmistificar tabus, afinal, a alguns anos não se abordaria o romance gay de forma tão contundente, mesmo sem ter lido ja me tornei fã!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  5. Ah, o Tiny merecia um livro convencional sim! Nem conheço ele, pois não li Wil & Wil, mas me apaixonei pela sua paixão por ele! Li a resenha sorrindo, como acontece quando a resenha trata de uma boa história e fiquei louca para ler os livros. E sim, quem nunca teve um coração partido...

    Pandora
    O que tem na nossa estante

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  6. Oi Cida!
    Tenho muita vontade de ler os livros deste autor, tenho Garoto encontra Garoto mas ainda não li. Gostei de conferir mais uma estória, deve ser muito bom conhecer melhor o personagem. Ótima resenha. :)
    beijos ♥
    nuclear--story.blogspot.com

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  7. Oi, Cida!
    Acho que sou uma das poucas pessoas que não gostou de Will & Will. Eu ODIEI o Tiny Cooper. Deve ser porque não gosto de pessoas com a mesma personalidade que ele. Achei ele muito mandão e que não se importava muito com o seu amigo Will.
    Acho que já dá pra perceber que não lerei esse livro. Apesar de tudo, achei interessante como o autor aborda essa questão de sexualidade e aceitação.
    Beijos
    Balaio de Babados

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  8. Oi Cida!
    Eu li W&W, gostei, mas não fiquei com vontade de ler esse livro sobre o Tiny Cooper. Gostei de saber que o Levithan mostrou um outro lado do personagem nesse livro. Pena que não deu para entrar em detalhes.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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  9. Cida!

    Ainda não li nada do Levithan, tenho muita vontade mas ainda não surgiu a oportunidade. Um amigo está louco pelos livros e vou indicar todos pra ele, inclusive Me Abrace Mais Forte. Pela sua resenha, acredito ser um bom livro para quem curte o autor e o gênero, bem como os personagens. Ainda espero a chance de pegar um livro dele e tirar minhas próprias conclusões, porque não é um gênero que eu sou fã nem nada, então sem expectativas, o que é bom!

    Beijo, super curti a resenha :)

    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/

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  10. PRECISOOOOOOOOOOO
    E diferente, teu nome é Levithan. Adorei essa narrativa que você citou. Quero muito ler!!!

    Bjksss

    Lelê

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  11. Já li Will & Will esse ano, e confesso que criei muitas expectativas com relação ao livro e me decepcionei. No início achei que o livro todo se tratasse de um único Will, mas me surpreendi no decorrer dos capítulos. O que não gostei mesmo foi de um dos Will's, que eu contava as páginas pra terminar o capítulo dele. Com relação a Tiny achei o personagem bem doido e em alguns momentos ele me fez sorrir. Mas não gostei do fato de o livro apresentar a vida dele através de um espetáculo, então acredito que eu não daria uma chance ao livro dedicado ao Tiny, infelizmente :(

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  12. Que máximo, não sabia que Tiny tinha ganho um livro só pra ele. Achei muito interessante essa ideia de aproveitar um personagem que se destacou para fazer uma nova narrativa. Não gostei muito do formato do livro, acho que assim como você irei sentir falta de mais detalhes.

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  13. Oi Cida!!!
    Feliz Ano Novo amiga, que 2016 seja um ano maravilhoso para todos nós :)

    Curiosamente ainda não li nada do David Levithan, mas assim como você, adoro quando os autores lançam novos livros explorando um personagem secundário pelo qual havia me apaixonado. Pena que o estilo narrativo não tenha suprido todas as suas expectativas, mas pelo menos o personagem ainda conseguiu te surpreender.

    Beijos... Elis Culceag.
    * Arquivo Passional *

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