Às 7 da manhã, os Bantry acordam e encontram o corpo de uma jovem em sua biblioteca, sem fazer ideia de como chegou ali. Chocada com os acontecimentos, a Mrs. Bantry chama sua amiga, Miss Marple, a detetive amadora mais famosa da pequena St. Mary Mead, para descobrir a identidade da garota e do assassino. Quando outro corpo surge em uma pedreira, cabe a Miss Marple desvendar a conexão entre eles e solucionar o caso.
A leitura de Um Corpo na Biblioteca marca o início do #ReadChristie2026, que traz como tema Melhores, Maiores e Mais Amados. Esta obra representa “a melhor abertura” de uma história da Rainha do Crime.
O que você faria se alguém te acordasse informando que há um corpo na sua biblioteca? Foi assim que, em uma manhã comum, o casal Bantry foi despertado, com a empregada da casa soltando essa bomba.
Eles ficaram chocados, mas enquanto o coronel Bantry não sabia como agir, Dolly Bantry ligou para a amiga Miss Marple. Ela tinha certeza de que a esperta velhinha, tão versada em desvendar crimes, resolveria com facilidade mais esse assassinato. E, claro, que ela aceitou a missão.
A obra se encaixa perfeitamente entre as melhores aberturas de Agatha Christie, entregando ao leitor, logo nas primeiras páginas, um excelente mistério para desvendar, que se torna cada vez mais complexo conforme a narrativa se desenrola.
Não apenas uma jovem, mas duas serão assassinadas, e Miss Marple terá que descobrir quem está por trás desses crimes. Com seu raciocínio um tanto peculiar, usando como exemplo as pessoas do vilarejo onde mora, ela consegue compreender o ser humano de maneira espetacular e, com isso, encontrar, entre vários suspeitos, o verdadeiro culpado.
Ela percebe que tudo foi obra da mesma pessoa, um único crime. Eu mesma não via como ambas as mortes poderiam estar conectadas, mas nossa detetive amadora prova que a resposta estava ali, diante de nós o tempo todo — era só prestar atenção aos detalhes. Um ponto interessante é que todos têm álibis infalíveis, mas a verdade é que quem é inocente não precisa de álibi.
E isso é empolgante e genial! Durante toda a leitura, não consegui desvendar o mistério, mas, quando a verdade é revelada, fica claro que todas as pistas foram apresentadas desde o começo: bastava ir juntando as peças. Mais uma vez, a autora cria um quebra-cabeça brilhante, que engana o leitor e nos faz vibrar com o desfecho.
Miss Marple está em ótima forma nessa história, comandando a polícia e até preparando uma armadilha para capturar o culpado. Suas ideias são criativas e ousadas, e eu gosto muito da forma como ela age: um toque de humor aqui, outro de sensibilidade ali e muita empatia. Apesar de Poirot ser meu personagem preferido da autora, admiro muito Miss Marple por ser tão humana e gentil. Dá vontade de tomar um chá com essa velhinha.
Uma excelente história, que apresenta uma detetive amadora espertinha e muito carismática. Recomendo!
#ReadChristie2026 - Maiores, Melhores e Mais Amados - Lidos
Janeiro - Melhor Abertura - Um Corpo na Biblioteca
















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