[Resenha] Nem Tudo Será Esquecido

Nem Tudo Será Esquecido
Título Original: All Is Not Forgotten
Autor(a): Wendy Walker 
Editora: Planeta                              Páginas: 288                       
Lançamento: 2016                          ISBN: 9788542208337
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Um dos suspenses psicológicos mais elogiados nos Estados Unidos Tudo parece perfeito na pequena Fairview, em Connecticut, até a noite em que a adolescente Jenny Kramer é violentada durante uma festa. Nas horas posteriores, ela é medicada com uma droga controversa para que as memórias da violência sejam apagadas. Mas, nas semanas que se seguem, enquanto se cura das dores físicas, Jenny percebe que guardou nuances daquela noite. O pai, obcecado por sua incapacidade de descobrir quem abusou de sua filha, busca justiça, enquanto a mãe tenta fazer de conta de que o crime não abalou seu mundo cuidadosamente construído. Segredos da família e do círculo próximo começam a vir à tona durante a busca incessante pelo monstro que invadiu a comunidade – ou que talvez sempre tenha estado lá –, guiando este thriller psicológico para um fim chocante e inesperado.
Quando Jenny Kramer se arrumou para aquela festa estava apenas preocupada com a roupa certa para impressionar seu crush, nem imaginava que chegando lá teria sua primeira decepção amorosa e tomaria aquele porre. Poderia ter sido apenas isso e uma manhã de ressaca, mas infelizmente havia alguém escondido nas sombras observando aquela turma de adolescentes e a vulnerabilidade de Jenny foi fator decisivo para torná-la uma vítima.  Durante uma hora inteira ela foi violentada. Levada para o hospital em choque deixou os pais tão desesperados que eles concordaram em deixar os médicos medicarem a jovem com uma droga que suspostamente apagaria suas memórias. E assim foi feito.

No entanto, mesmo que não lembrasse muito do acontecido, Jenny não sentia-se mais a mesma. O excesso de gentileza das pessoas, o excesso de cuidados dos pais, tudo soava forçado e a vida dela foi se tornando  tão sufocante ao ponto da garota cortar os pulsos em busca da morte. Salva mais uma vez de um fim trágico, levou os pais a pensar que ela precisava de acompanhamento psicológico e o terapeuta viu como única solução resgatar as memórias da paciente com o intuito de fazê-la enfrentar e superar o trauma do estupro. Então a Caixa de Pandora foi aberta.

O livro aborda um tema forte e violento, mas curto dramas psicológicos e não poderia deixar passar. Assim mergulhei na trama de Nem Tudo Será Esquecido e logo nas primeiras páginas me vi presa em uma narrativa intrigante e envolvente.

Eu imaginei que seguiríamos pelo ponto de vista de Jenny, mas a autora optou por deixar o terapeuta dela contar esta história de forma que o leitor tenha uma visão abrangente de todo o núcleo de personagens.   Embora Jenny seja o foco, acabamos enveredando também pela vida dos pais dela e este terapeuta acaba sendo o conselheiro dos três.

Os pais carregam traumas antigos que refletem diretamente na vida conjugal, são pessoas parcialmente realizadas e não muito felizes. O drama da filha evidencia a crise na qual vivem e nas consultas que deveriam orientá-los para ajudar Jenny, acabam confrontando seus próprios fantasmas.

A jornada de recuperação da garota é interessante e a dos pais também. O terapeuta narra os fatos de maneira instigante, despertando a curiosidade do leitor. E há ainda uma investigação policial em curso que nos deixa ávidos por descobrir quem é o estuprador.

É uma história perturbadora em vários aspectos, tanto pela descrição do que aconteceu com Jenny como pelo que o passado dos pais dela oculta. O presente também traz momentos marcantes e me compadeci do desespero do pai desta garota, sua dor pelo sofrimento da filha era palpável.

No entanto, quem rouba a cena não é a jovem, nem seus pais ou tampouco o criminoso e sim nosso terapeuta, o Dr.  Alan Forrester. Ele é uma figura nada confiável, que atua como vilão e mocinho, ajudando e atrapalhando ao mesmo tempo. Vocês não fazem ideia do quanto eu o chamei de cretino durante toda a leitura. O cara é antiético e acho que a pessoa que mais precisava de um psiquiatra era o próprio psiquiatra. Preparem para grandes surpresas com este doutor sem ética profissional.  Sua narrativa dá a impressão de estar sentado num sofá fofocando, já que ele fala descaradamente dos segredos dos outros.

Mas deixando o “santo” doutor de lado, vamos ao que de fato queremos descobrir.  Quem violentou Jenny? Elaborei mil teorias e a autora muitas vezes forneceu uma sucessão de pistas para confundir a direção e acho que a escolha do culpado no desfecho não foi tão marcante quanto eu esperava. Poderia ter sido melhor elaborada, não achei que o escolhido foi quem deveria de fator ter sido. Não que tenha sido uma escolha óbvia, mas foi uma escolha que pareceu aleatória. Uni-duni-tê o culpado vai ser … você.

E ainda que o final não tenha sido surpreendente como imaginei, trouxe algumas revelações importantes que permitiram que eu entendesse o comportamento duvidoso de certas pessoas. E no geral a leitura foi muito boa, densa e intrigante na medida certa. Os personagens são uma mistura louca de emoções complexas e observar a forma como se comportam é fascinante. Leiam!





2leep.com

15 comentários:

  1. é uma trama realmente interessante, Cida, essa mistura de sentimentos dos personagens que passa para o leitor é demais, da veracidade que a gente busca nas histórias, estou curiosa!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. Oi, Cida!
    Eu adoro um suspense psicológico e esse aqui aborda um tema realmente pesado. Fiquei bastante interessada.
    Beijos
    Balaio de Babados

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  3. Nossa! Eu já tinha achado diferente o fato de o terapeuta ser o narrador, e aí ainda por cima ele tem um lado meio vilão? Isso vai ser muito interessante de ler kkkk adorei a resenha e a premissa da obra!

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

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  4. Oiii Cida

    Realmente desde a sinopse se percebe que a leitura é densa. Pena que o final não chega a ser tão fabuloso, mas fico feliz de saber que pelo fecha todas as pontas soltas e traz as respostas que o leitor espera.

    Beijos

    Alice and the Books

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  5. Oi! Que livro forte, apagar a memória não adianta. E que chato esse medico falar sobre seus pacientes. Não seria um livro que eu curtiria. Bjos <3

    Click Literário

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  6. Menina, geralmente não consigo ler livros assim. Mas esse conseguiu chamar a minha atenção. Agora tô aqui curiosa pra saber não apenas que é o estuprador, mas tb pra ver mais desse psicólogo antiético.

    =)

    Suelen Mattos
    ______________
    Romantic Girl

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  7. Oi Cida,
    Vi esse livro pelo Skoob, não imaginei que fosse ser tão perturbador.
    E que terapeuta canalha, já vi que vou xingar ele também. Adorei sua resenha.


    bjs
    Nana - Obsession Valley

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  8. Oi Cida!
    Olha só como uma capa engana, pela capa eu nunca compraria esse livro. Mas adoro suspenses psicologicos, pelo que você contou a história é boa, então eu leria!

    Beijos,
    Sora | Meu Jardim de Livros

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    1. Oi Sora! Verdade. A capa não é tão interessante, mas a história é ótima.

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  9. Oi Cida,
    Eu nunca li um suspense psicológico, mas gosto de assisti-los.
    Vou procurar o livro na próxima visita a livraria!
    Beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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  10. Gostei disso!!! Não sabia que era tão dramático... Adorei saber!
    Vou ler logo menos ♥

    Bjksss

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  11. Olá,
    Adorei seu post! Ótima resenha.

    Estou seguindo seu blog.
    Beijos,
    Ler Antes De Dormir

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  12. Caraca Cida! Eu já fiquei em choque no primeiro parágrafo da resenha! e muito curiosa com esse psiquiatra e sem ler já tenho teorias rsrsrsrs Imagina quando estiver lendo rs Amei a indicação! <3

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  13. Oi, Cida
    Adorei esse livro e o fato do psiquiatra tomar a vez da história e ser o vilão e mocinho ao mesmo tempo. Também xinguei bastante esse personagem rs
    Mas já eu achei o final um tanto surpreendente, não estava esperando.



    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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    1. Oi Le! Eu queria que tivesse sido uma escolha diferente,haha.

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