Às 7 da manhã, os Bantry acordam e encontram o corpo de uma jovem em sua biblioteca, sem fazer ideia de como chegou ali. Chocada com os acontecimentos, a Mrs. Bantry chama sua amiga, Miss Marple, a detetive amadora mais famosa da pequena St. Mary Mead, para descobrir a identidade da garota e do assassino. Quando outro corpo surge em uma pedreira, cabe a Miss Marple desvendar a conexão entre eles e solucionar o caso.
O #ReadChristie2026 traz como tema "Melhores, Maiores e Mais Amados", e chegou a hora de ler uma obra de Agatha com meu personagem “mais amado”.
Quem vem acompanhando minhas leituras do desafio desde 2024 já deve ter percebido que tenho lido mais livros protagonizados por ele — que não poderia ser outro senão Hercule Poirot.
Desta vez, Poirot está de férias em um hotel à beira-mar, cercado por hóspedes vindos dos mais diversos lugares. Entre conversas na praia e nos salões do hotel, fica claro que há uma pessoa ali que desperta os mais variados sentimentos: paixão, admiração, curiosidade, desprezo, inveja e até ódio.
Arlena Stuart é uma atriz deslumbrante, dona de uma beleza sem igual e de muito charme. Ela causa uma forte impressão por onde passa, mas isso não lhe traz nenhum benefício. Tanto que Poirot, mesmo aconselhando como pode, não consegue evitar que ela seja assassinada.
Já que o crime parece persegui-lo até nas férias, resta ao detetive desvendar esse novo mistério e colocar atrás das grades o culpado pelo fim da vida da atriz.
Logo nas primeiras páginas, esse livro me fez lembrar de Morte no Nilo, que inclusive é citado como um dos casos mais recentes resolvidos pelo detetive. São muitas as semelhanças: um cenário idílico banhado pelo sol, a vítima é uma mulher marcante que desperta sentimentos controversos, relações amorosas problemáticas, traição, Poirot tentando tirar férias… e há ainda outra semelhança que prefiro não mencionar para não entregar um grande spoiler.
Em partes, eu gosto das fórmulas das histórias de Agatha — é sempre como voltar para casa. Mas, tendo lido os dois livros praticamente em sequência, Morte na Praia me prendeu, porém não causou um grande impacto ou uma enorme surpresa. Não, eu não matei a charada, mas fiquei com a sensação de já ter visto aquelas cenas antes. Acredito que, se tivesse lido sem ter a outra história tão fresca na mente, a impressão teria sido mais forte.
E você pode achar que eu não gostei, mas, assim como Arlena causava controvérsias, o mesmo aconteceu comigo. Eu gostei, sim. Adoro ver Poirot, com seu jeitinho todo excêntrico e suas perguntas que parecem sem sentido (mas que mais tarde farão), ir despindo as pessoas de suas máscaras e fazendo-as cair em contradição, até revelar os mais profundos segredos e mentiras. Ele cria uma atmosfera de expectativa com suas investigações, nos levando sempre a um final teatral que diverte ao mesmo tempo em que choca. Você pensa: é claro que só poderia ser isso — e ainda assim eu não vi.
E essa história traz tudo isso, com um clima de fortes emoções e tensão. Impossível largar até chegar à última página. Um mistério cheio de charme e elegância.
Poirot está em pleno vigor, sagaz como sempre, e mostra que, apesar de ser impiedoso com os criminosos, possui muita bondade no coração e é um romântico incorrigível. Como sempre, ele prova ser o melhor personagem de Agatha C.
#ReadChristie2026 - Maiores, Melhores e Mais Amados - Lidos
Janeiro - Melhor Abertura - Um Corpo na Biblioteca















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