[Resenha] A Inexplicável Livraria da Cerejeira

A Inexplicável Livraria da Cerejeira
Título Original: The Vanishing Cherry Blossom Bookshop 
Autor(a): Takuya Asakura
Editora: Harlequin Books                                  Páginas: 192
Lançamento: 2025                          Ficção de Cura
Tradução: Ayumi Anraku 
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Uma ilustradora que acabou de perder a mãe. Um ex-maquinista lutando contra o esquecimento de suas lembranças. Duas irmãs gêmeas prestes a se separarem pela primeira vez na vida. Um escritor com bloqueio criativo e uma fã que aguarda ansiosamente seu novo livro. E uma livraria inexplicável, coordenada por uma jovem enigmática e sua gatinha, pronta para receber todos eles. Durante a breve e delicada temporada das flores de cerejeira, uma pequena livraria surge como por encanto, e desaparece tão silenciosamente quanto apareceu. Todos são bem-vindos à inexplicável livraria, mas nem todos conseguem encontrá-la. Escondido entre ramos floridos e um aroma suave de café recém-passado, o local acolhe aqueles que carregam feridas que o tempo ainda não conseguiu curar. Mas há um detalhe curioso: a livraria só se torna visível para quem estiver lendo um trecho de um livro, no exato momento em que Sakura, a jovem e enigmática dona da loja, lê as mesmas linhas em voz alta para sua gata tricolor de olhar atento, Koubako. Diferentes visitantes chegam à livraria, cada um trazendo um livro que, de alguma forma, espelha sua própria história e aconselha sobre como seguir em frente..

Nossa! Desde o final de 2025 estou lendo muita ficção de cura. Gosto muito de como essas leituras me dão conforto, me fazem refletir e me encorajam.

Em A Inexplicável Livraria da Cerejeira, temos um lugar que acolhe e conforta — um paraíso para amantes de livros e café, que estão em processo de cura após uma perda e precisam de força para seguir em frente, encontrar um rumo.

É um lugar indefinido no mundo: uma livraria misturada com cafeteria, que existe próxima a uma bela e exótica cerejeira em flor e é cuidada por uma garota e uma gata. E nada me tira da cabeça que a gata era a chefe, rs.

O local só é acessível quando a pessoa lê o mesmo trecho do livro que Sakura — a atendente da livraria — ao mesmo tempo e na mesma estação do ano.

E, quando essa regra é cumprida, você se vê naquele lugar mágico, recebendo a oportunidade de resolver assuntos inacabados, de se reconciliar.

É uma oportunidade mágica que se mistura ao mundo real, e eu gostei muito dessa ideia: a existência de um lugar que nos acolhe e ajuda em momentos cruciais. 

Aqui, reunidos em pequenas histórias que se conectam sutilmente no final, enquanto conhecemos a comovente história de origem da livraria, vemos livros abrirem uma porta e permitirem uma viagem única e inesperada.

É algo que pode não existir de verdade, mas a simples ideia de uma chance de reconciliação, de dizer aquilo que não foi dito, de resolver assuntos inacabados que nos incomodam, gera esperança e animação. E, mesmo sem ter essa livraria logo ali, a mensagem fica clara e motiva o leitor a buscar se livrar dos próprios arrependimentos.

É uma história que pede uma respiração profunda, calma, mente e coração abertos. É sobre permitir-se sentir, sofrer, chorar e encontrar força para encarar a dor e ficar mais forte. É sobre palavras não ditas, que ressoam dentro de nós e precisam ser compreendidas.

Aqui, realmente. a ideia de que livros nos levam para outros mundos foi seguida ao pé da letra. Além disso, muitas obras reais são usadas na trama, despertando em nós a vontade de conhecer cada um dos livros e autores mencionados. É muito legal!

Venham também conhecer Sakura, a gata Koubako e algumas novas e velhas histórias.



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