Quando a enfermeira Amy Leatheran aceita a oferta de cuidar de Louise, esposa do arqueólogo Dr. Leidner, em uma escavação perto de Hassanieh, no Irã, ela não esperava se ver envolvida em uma trama de paranoia, ciúmes e traições.Louise, sua paciente, é ex-esposa de um agente secreto alemão, e vinha recebendo cartas ameaçadoras desde a morte do ex-marido. Os envios pararam após seu casamento com o Dr. Leidner, mas ela volta a recebê-las durante a expedição e começa a ter visões aterrorizantes, indicando que o perigo pode estar mais perto do que ela imagina.
Morte na Mesopotâmia foi minha escolha de leitura do #ReadChristie2024 de maio e novamente não optei pelo livro principal do desafio (Os Crimes ABC) e sim uma das alternativas. Estou tentando reler os livros que lembro menos das histórias, mas em algum momento quero reler toda a obra da autora.
Este livro, assim como o anterior, é dos anos 30 e novamente é Poirot que protagoniza esta história. Ele não aparece logo no começo e nem temos um assassinato nas primeiras páginas.
A história é narrada pela enfermeira Amy Leatheran, que esteve no local do crime desde o começo, observando membros de uma expedição de escavação arqueológica em sua rotina enquanto cuidava da esposa do chefe da expedição. A dita esposa vinha tendo algumas crises nervosas, recebia ameaças e sentia-se em perigo constante. Ninguém acreditava nela, para todos a mulher queria chamar atenção.
Amy estava ali por recomendação e sabia que um clima tenso tomava conta do lugar. Havia no ar aquela sensação de que algo estava errado. Todos estavam desconfortáveis e eram gentis de maneira forçada. Dava para perceber que muitas mentiras e intrigas estavam sendo tramadas e não demorou para que alguém fosse assassinado. E então, quando a polícia local achou que o crime era impossível de resolver, Poirot entrou em cena.
Eu gostei da leitura, mas não coloco este livro entre meus favoritos da autora. A história tem pontos que me agradaram bastante e outros que poderiam ter sido melhor explorados. Não é uma história ruim de maneira alguma, mas ainda assim não foi uma das que mais me impactou.
O que apreciei demais foi a mudança de cenário, de uma Inglaterra mais clássica, para um cenário incomum de expedição arqueológica. É ótimo para conhecer mais sobre temas que não fazem parte da nossa rotina. Agatha foi casada com um arqueólogo e isso deve ter influenciado em algumas de suas obras.
Sobre o crime e tudo que o cerca, temos muitos suspeitos e várias possibilidades para o motivo do crime. Isso deixa o leitor cheio de teorias. É um mistério grande, mas dessa vez foi fácil chegar na verdade. E Poirot que é sempre minucioso em suas investigações, também matou a charada em um piscar de olhos e foi aí que eu achei que a autora poderia ter se aprofundado mais na trama e na investigação.
O que eu senti falta e, pode ser que para outros leitores não incomode, é que Poirot não só demorou para entrar em cena, como também questionou pouco e desvendou tudo rápido demais.
Eu gosto quando ele dá mais voltas, sofre para chegar no fundo da questão (como em A Casa de Penhasco), é quase enganado e então consegue achar a luz no fim do túnel e cria aquela cena final de desmascarar o assassino (a). Há a cena final sim, mas foi tudo resolvido de maneira mais superficial.
Agatha poderia ter nos deixando um tempo maior na companhia do detetive e complicado as coisas para ele. Acredito que se esse fosse o primeiro livro dela que li, não teria tido esse sentimento em relação a leitura, mas como já li muitos, sei que ela poder criar mistérios mais complexos para desvendar e também usar bem mais Poirot e sua astúcia.
Ainda assim, é uma boa história e deve ter sido uma das pioneiras no quesito personagens nada confiáveis e dissimulados. Eu recomendo. É Agatha e vale ler. Não deixem de conferir e tirar suas próprias conclusões.
Oiee Cida, tudo bem?
ResponderExcluirNossa o livro me chamou bastante a atenção até tenho alguns da Agatha aqui porém nunca li. Amei conhecer mais e depois de sua resenha fiquei curiosa em conhecer um pouco mais de Poirot.
Beijinhos, Tham
4 You Books Mania
Oi Cida, tudo bem?
ResponderExcluirUma pena o livro não ter sido tudo que você esperava, mas ainda assim sua trama parece ter pontos interessantes.
*bye*
Marla
https://loucaporromances.blogspot.com/