Na continuação de A ladra amaldiçoada, acompanhamos mais uma aventura da nossa anti-heroína preferida, recheada de humor e reviravoltas. Depois de derrubar um marquês corrupto, quebrar uma maldição e se apaixonar pelo detetive em seu encalço, Vanja ainda tem um mistério pela frente: sua família perdida. Mas ela não pode ir atrás deles sendo uma ladra; antes, precisa se tornar uma pessoa digna de uma vida melhor. Só que encontrar uma ocupação honesta não é tão fácil quando seu maior talento é mentir… Certa noite, Vanja se mete em encrenca e acaba inventando uma deusa para enganar um vilarejo. Seu plano era só fabricar uns milagres e seguir seu caminho. O problema é que a mentira acaba tomando grandes proporções e, de repente, existe uma seita cultuando a suposta deusa. Para piorar, quem chega para investigar o caso é justamente Emeric, o amor que Vanja havia abandonado. Mas o que nenhum dos dois previa era que a deusa ia aparecer em carne e osso ou névoa e luz, no caso e escolher Emeric como sacrifício. Enquanto sai em busca de uma solução, Vanja ainda terá de lidar com as cicatrizes de seu passado sofrido.
Com uma vibe de contos de fadas sombrios, A Ladra Amaldiçoada foi um dos meus livros favoritos de 2024 e, quando finalizei a leitura, fiquei surpresa ao descobrir que havia uma continuação.
O primeiro volume termina de forma totalmente satisfatória, e eu realmente acreditei que a história não precisava seguir adiante — até finalmente ler A Deusa Impiedosa e perceber que a jornada de Vanja estava longe de acabar.
Vanja não é uma mocinha boazinha e doce. Pelo contrário, ela é uma anti-heroína que, por muito tempo, levou a vida aplicando golpes. Não que seja má, mas sua criação problemática a levou a acreditar que apenas uma vida desonesta poderia mantê-la viva.
Mas Vanja foi amaldiçoada e precisou rever seus conceitos Ao longo da jornada para quebrar a maldição, ela acaba salvando muitas pessoas — e até se apaixonando. Assim, decide tentar ser alguém melhor para estar ao lado de Emeric, além de ir em busca de seu passado e da família de sangue da qual foi separada ainda criança.
Só que a antiga ladra encontra dificuldades em ser 100% honesta e acaba, mais uma vez, envolvida com deuses e suas maldições, correndo o risco de perder seu grande amor se não encontrar uma solução.
O que essa nova aventura reserva para nossa protagonista?
Neste livro, não encontramos uma trama tão agitada quanto a do volume anterior. Agora, Vanja vive um período mais reflexivo, de autoconhecimento, descobertas e da busca de um caminho para si. Ela não se gosta muito, nem se orgulha de quem é, mas, aos poucos, passa a entender que tem valor e começa a se aceitar.
É um momento de mudança, de busca por identidade, confrontos internos e novos desafios. Emeric está sempre ao seu lado, oferecendo apoio, e surgem também os Ross, que se tornam de extrema importância em sua vida — um elo com algo que ela precisava encontrar.
A narrativa mantém seu tom bem-humorado e, apesar de Vanja estar em processo de mudança, ela não deixa de lado seus golpes. Continua aprontando, mas desta vez não em benefício próprio, e sim para ajudar as pessoas, usando sua astúcia para o bem.
Eu me diverti demais com as peripécias de Vanja e também fiquei muito emocionada com os momentos em que ela finalmente conseguiu se conectar com seu passado. Em meio a tudo isso, ainda derrotou vilões e viveu uma nova grande aventura. Fez novos amigos, viveu plenamente seu romance e encontrou o caminho da felicidade.
Vanja aceitou que merecia ser amada e se permitiu amar. Foi uma linda jornada de crescimento e de encontros, que aqueceu meu coração.
E descobri que vai ter um terceiro volume. Que venham mais aventuras dessa garota audaciosa!
















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