[Resenha] Todas as Coisas Que Eu Já Fiz

Todas as Coisas Que Eu Já Fiz
Título Original: All These Things I've Done (Birthright #1)
Autor(a): Gabrielle Zevin    
Editora: Rocco Jovens Leitores            Páginas: 384
Lançamento: 2012                               ISBN:9788579801150
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Nova York não é um lugar bacana no ano de 2083. Chocolate e café são ilegais, a água é cara e os banhos não podem ultrapassar 90 segundos, a comida é racionada, ninguém tem permissão para ter celulares, e-mails são pagos e todos os menores de 18 anos têm de obedecer a um rígido toque de recolher. Em uma cidade falida, onde as leis mudam com tanta rapidez que é difícil saber quando se comete uma infração, Anya Balanchine tenta apenas levar uma vida normal, ou tão normal quanto qualquer adolescente possa ter num ambiente altamente controlado. É a trajetória dessa jovem extraordinária, disposta a defender sua avó e seus irmãos a qualquer custo, nem que para isso tenha de abrir mão de seu grande amor e enfrentar o sistema e sua própria família, que a autora convida o leitor a conhecer.

Todas as Coisas Que Eu Já Fiz é o primeiro volume da Trilogia Birthright, de Gabrielle Zevin, lançada no Brasil pela Editora Rocco (selo Jovens Leitores). Não é um livro recente, foi lançado aqui em 2012 e a trilogia já está completa. 

Eu adoro distopias, mas queria ler a obra por ter apreciado bastante a escrita da autora em um outro livro. Finalmente consegui conhecer esta história e não vejo a hora de ler a continuação.

A trilogia vai nos levar para o ano de 2083 e a realidade é bem diferente da que temos hoje. Há racionamento de praticamente tudo (algo bem possível daqui alguns anos se formos levar em conta a maneira que vivemos hoje) e chocolate e café são proibidos. Sim! Meus maiores vícios não são permitidos e eu com certeza seria uma fora da lei se vivesse lá. Quem quiser desfrutar dessa bebida maravilhosa precisa se arriscar em bares clandestinos e quem quiser provar a melhor iguaria já criada vai depender do contrabando da máfia do chocolate liderada pela família  Balanchine.

Anya Balanchine é a nossa protagonista e viu seus pais serem assassinados por contas dos negócios da família. O pai era o chefão, mas com sua partida deixou a família sem rumo e apenas tentando ficar longe do radar da lei. A avó de Anya, que assumiu a guarda dela e dos irmãos, hoje está muito doente e coube a menina assumir as rédeas da casa e manter todos juntos.

A vida de Anya não é fácil, por mais que tente ser correta, sua origens a tornam um alvo e quando uma disputa pelo poder dentro da família Balanchine começa, ela e os irmãos tornam –se peões de um jogo que não queriam participar.

É uma história bem contada e fascinante. Eu me vi presa desde as primeiras páginas na trama de Zevin que mostra uma realidade totalmente possível e personagens vivos e muito reais. As distopias sempre me ganham pela complexidade de seus universos e embora esta aqui seja bem composta, foi mesmo a protagonista e sua vida o que fez a história ser especial para mim.

Anya Balanchine poderia ser filha de uma mafioso de qualquer época e ainda assim sua luta seria a mesma. A jornada dela para proteger os irmãos, cuidar da avó, manter o que restou da família intacto e ainda se permitir sonhar com o amor é atemporal.  Sua luta é uma luta de amor e sobrevivência  que independe do cenário e se encaixaria bem no passado, presente e futuro.

Temos então uma protagonista forte, mas que não é invencível. Ela vai ser derrubada diversas vezes e deixar nossas emoções à flor da pele a cada queda. Nem sempre eu sabia se Anya encontraria uma saída e senti na pele seu medo de não conseguir preservar o que de mais valioso possuía. A relação dela com os irmãos e a avó é lindíssima e eu torci para que todos não sofressem com o que estava por vir.

E não é apenas a relação familiar que rouba a cena, Anya também tem seus dilemas no amor e protagoniza uma nova versão de romance proibido em 2083. Não vou entrar em detalhes sobre o que impede o tal romance, garanto que o melhor é ir descobrindo cada pormenor da jornada dela virando as páginas.

Como citei, há uma disputa interna pelo poder na família Balanchine e mesmo sem querer Anya se vê envolvida. O grande desafio da garota será decidir se vai ignorar o que está acontecendo e continuar se esquivando de quem é ou vai assumir o seu legado e tentar colocar ordem na casa. Não importa qual seja o caminho escolhido, sacrifícios serão necessários.  O que Anya vai escolher?

Neste primeiro volume a autora nos apresenta bem os personagens e seus dilemas, assim como todo o cenário politico da época. A trama é bem ágil e muita coisa importante já acontece de cara, deixando aquele gostinho de quero mais no leitor. O final não traz aquele temível cliffhanger, mas traz algo que nos faz criar mil teorias para o que Anya vai decidir fazer.

Com uma escrita fluida, personagens destemidos, diálogos inteligentes e afiados, Gabrielle Zevin nos apresenta uma história promissora e emocionante. Recomendo!  





2leep.com

8 comentários:

  1. Oi Cida,
    Não costumo ler muitas distopias, por não ser muito fã, mas a trama me pareceu interessante, fiquei imaginando o porquê da proibição envolvendo o café e o chocolate, sem falar que a questão amorosa da protagonista também despertou a minha curiosidade. Dica anotada!!

    *bye*
    Marla Almeida
    https://loucaporromances.blogspot.com.br/

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  2. Oi, tudo bem?
    Não conhecia o livro e achei a premissa muito interessante, adoro distopias e com certeza iria curtir viajar por essas páginas, fiquei muito curiosa sobre a proibição de chocolate e café, eu não gosto de café mas não vivo sem chocolate!
    Fico feliz em saber que curtiu a leitura, espero ter oportunidade de conhecer um dia, mesmo sendo uma série. Ah, só não curti muito a capa...

    Obrigada pelo carinho. Um super beijo :*
    Claris - Plasticodelic

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  3. Olá, Cida.
    Eu não conhecia esse livro ainda e pelo nome e capa nem ia imaginar o gênero, achei que fosse algum YA com drama hehe. Me interessei bastante, ainda mais por saber que já tem todos os livros. Quando leio essas distopias eu sempre fico imaginando que não está muito longe de algo assim acontecer.

    Prefácio

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  4. Cidaaaaaaaaa ,me vi trabalhando na máfia do chocolate! meu Deus kkkk
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  5. Oi, Cida!
    E eu jurando que esse livro era um chick lit hahahahhaha
    Não conhecia essa distopia. Achei super interessante esse mundo novo. Com certeza vou dar uma conferida.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Concorra ao livro Depois do Fim autografado
    Participe do sorteio de aniversário do Balaio de Babados e O que tem na nossa estante

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  6. Oi, Cida

    Eu não curto muito distopias. Para eu ler algo do gênero a história tem que despertar MUITO meu interesse, e isso infelizmente não aconteceu aqui. Achei até o enredo meio cômico com esse lance da proibição do café e chocolate! Hahahaha
    Não gosto de chocolate (sim, sou estranha), mas não tira meu café, pelo amor de Deus! Hahahahahaha

    Beijos
    - Tami
    http://www.meuepilogo.com

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  7. Fiquei com vontade de ler! Você tem isso, de ir envolvendo a gente no enredo do livro e despertando o desejo de mergulhar na história. Faz tempo que não leio uma distopia...

    Uma Pandora e sua Caixa

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  8. Oi Cida! Como nem sempre curto distopias eu fico feliz em saber que vc tenha gostado e que não é um YA bobinho qualquer, pelo contrário, a trama parece ser bem desenvolvida. Curti a dica.

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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